x
Destaque

Polícia investiga esquema nacional de venda ilegal de Cytotec com atuação na Paraíba

Polícia investiga esquema nacional de venda ilegal de Cytotec com atuação na Paraíba

  • Publicado em9 dezembro 2025

A Polícia Civil do Rio Grande do Sul cumpriu, na segunda-feira (8), um mandado de busca e apreensão em João Pessoa durante a Operação Aurora, que apura um esquema nacional de venda ilegal do medicamento Cytotec (misoprostol), utilizado em abortos clandestinos. A ação teve apoio da Delegacia de Repressão ao Crime Organizado (Draco), da Polícia Civil da Paraíba.

Segundo as investigações, a Paraíba está entre os estados onde integrantes da organização criminosa atuavam de forma digital, utilizando redes sociais e aplicativos de mensagens para vender o medicamento e orientar mulheres durante os procedimentos. O grupo era composto por administradores responsáveis tanto pela comercialização quanto pelo suporte remoto, incluindo acompanhamento on-line durante o aborto.

A operação foi deflagrada após um caso grave registrado no Rio Grande do Sul. Uma mulher procurou atendimento médico no município de Guaíba com dores intensas e acabou expelindo dois fetos. Ela relatou ter comprado o remédio pela internet e recebido instruções virtuais de uma suposta profissional, após encontrar o grupo em buscas no TikTok. Em seguida, foi adicionada a um grupo de WhatsApp que reunia mais de 250 mulheres.

De acordo com a polícia, os valores cobrados pelo medicamento variavam entre R$ 830 e R$ 2.300, dependendo do estágio da gestação. Apenas administradores tinham autorização para negociar o remédio e fornecer as orientações, seguindo regras internas estabelecidas pelo grupo.

A delegada Karoline Calegari, responsável pela investigação, afirma que a prioridade agora é identificar a origem do medicamento — de uso restrito a hospitais — e esclarecer a participação de cada suspeito. Ela alerta ainda para os riscos à saúde de mulheres submetidas a procedimentos ilegais e sem assistência médica.

A investigação segue em andamento. A Polícia Civil reforça que o objetivo é desarticular o esquema e combater o tráfico de medicamentos controlados, protegendo a integridade física das gestantes.


Se quiser, posso fazer também: