Paciente com raiva humana morre após 19 dias internado no HUAC, em Campina Grande
O homem diagnosticado com raiva humana e internado no Hospital Universitário Alcides Carneiro (HUAC), em Campina Grande, morreu neste domingo (4).
A vítima, que não teve a identidade divulgada, foi mordida por um sagui no mês de setembro, mas não procurou atendimento médico após o incidente.
Com a rápida evolução do quadro clínico, o homem precisou ser transferido para a Unidade de Terapia Intensiva (UTI), apresentando insuficiência respiratória aguda associada à instabilidade neurológica. Entre os sintomas observados no momento da internação estavam agitação psicomotora, confusão mental, alteração do nível de consciência, aerofobia, falta de ar e queda na oxigenação do sangue.
Segundo a Secretaria de Saúde, foi seguido rigorosamente o protocolo para a confirmação da morte encefálica, incluindo a realização de exame complementar com doppler transcraniano. A morte foi confirmada às 11h30.
O diagnóstico de raiva humana foi oficialmente confirmado pela Prefeitura de Campina Grande no dia 22 de dezembro. O paciente permaneceu internado por 19 dias no HUAC, mas não resistiu às complicações da doença, que é considerada quase sempre fatal após o início dos sintomas.
A raiva é uma doença viral grave, causada por vírus do gênero Lyssavirus, que afeta mamíferos, incluindo seres humanos. A transmissão ocorre principalmente por meio da mordedura de animais infectados, mas também pode acontecer por arranhaduras ou lambeduras. Embora cães e gatos possam transmitir a doença, o Brasil está há quase uma década sem registros desse tipo de transmissão, sendo os maiores riscos associados a animais silvestres, como morcegos.
Em casos de mordedura, a orientação das autoridades de saúde é lavar imediatamente o ferimento com água em abundância e procurar assistência médica o mais rápido possível, mesmo na ausência de sintomas.