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Operação mira esquema criminoso em Campina Grande e mais cinco cidades

Operação mira esquema criminoso em Campina Grande e mais cinco cidades

  • Publicado em4 fevereiro 2026

Campina Grande foi um dos principais focos da Operação Stone, deflagrada na manhã desta quarta-feira (4) pelas Polícias Civis da Paraíba e do Rio Grande do Norte contra uma organização criminosa suspeita de atuar no tráfico de drogas, comércio ilegal de armas e crimes patrimoniais.

Ao todo, foram cumpridos 26 mandados de busca e apreensão em Campina Grande, Queimadas, Esperança, Pedra Lavrada e João Pessoa, na Paraíba, além da praia de Pipa, em Tibau do Sul, no Rio Grande do Norte. Cerca de 80 policiais civis participaram da ação.

As investigações começaram em 2023, após informações repassadas pela Força Integrada de Combate ao Crime Organizado (FICCO). Segundo a Polícia Civil, o grupo seria liderado por um detento da Penitenciária de Segurança Máxima Doutor Romeu Gonçalves de Abrantes (PB1), em João Pessoa, que continuaria comandando as atividades criminosas, principalmente na região de Campina Grande e Queimadas, no Agreste paraibano.

De acordo com os investigadores, a organização teria movimentado cerca de R$ 45 milhões somente em 2024 com o tráfico de drogas. A apuração financeira identificou fornecedores e responsáveis pela circulação dos recursos.

Durante o cumprimento dos mandados, contas bancárias de 15 investigados foram bloqueadas, seis armas de fogo foram apreendidas e um veículo recolhido.

Em Campina Grande, no bairro da Ramadinha, um mototaxista foi preso em flagrante. Conforme a polícia, ele é apontado como um dos principais operadores financeiros do grupo e teria movimentado aproximadamente R$ 1,8 milhão em cinco meses, valor considerado incompatível com sua renda. Ainda segundo os agentes, o suspeito tentou quebrar o próprio celular no momento da abordagem para dificultar a coleta de provas.

Entre os alvos estão uma funcionária comissionada da Prefeitura de Queimadas, esposa do detento apontado como chefe do esquema, além de um policial militar e um advogado. A Polícia Militar informou, por meio da assessoria, que a Corregedoria acompanha o caso e vai instaurar procedimento interno para apurar as circunstâncias.

O delegado Victor Melo, da Delegacia de Repressão ao Crime Organizado (Draco), destacou que as investigações continuam para identificar outros envolvidos e aprofundar o rastreamento financeiro do grupo criminoso.