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Investigação apura possível contaminação após mortandade de peixes no Açude Velho

Investigação apura possível contaminação após mortandade de peixes no Açude Velho

  • Publicado em14 janeiro 2026

A causa da mortandade de milhares de peixes registrada no Açude Velho, um dos principais cartões-postais de Campina Grande, deve ser esclarecida nos próximos dias. O Instituto de Polícia Científica da Paraíba (IPC-PB) informou que o laudo com o resultado das análises da água será divulgado em até 10 dias.

As coletas foram realizadas na segunda-feira (12) por equipes do Núcleo de Laboratório Forense do IPC. De acordo com a superintendente do órgão em Campina Grande, Juliana Holanda, as amostras foram retiradas em três pontos distintos do açude: na área central, nas margens — onde se concentrou a maior quantidade de peixes mortos — e em um trecho de maior profundidade. Todo o material foi encaminhado ao laboratório para avaliação técnica.

Segundo o IPC, os exames já estão em andamento e incluem análises físicas, químicas e microbiológicas da água, seguindo parâmetros específicos de controle de qualidade. Parte das amostras também será submetida a novos testes em um laboratório parceiro, com o objetivo de ampliar a precisão dos resultados.

“Essas amostras já estão sendo analisadas e, com o apoio de um laboratório parceiro, esperamos identificar o que de fato provocou a morte dos peixes”, explicou Juliana Holanda. Ela destacou que, embora a água do açude não seja potável, os testes vão permitir verificar se houve alguma alteração fora dos padrões aceitáveis, incluindo a possibilidade de contaminação intencional ou envenenamento.

O prazo inicial para a conclusão do laudo é de 10 dias, conforme prevê o Código de Processo Penal. No entanto, esse período pode ser estendido caso a complexidade das análises exija mais tempo. “Se houver necessidade de aprofundar os exames, o prazo pode ser prorrogado para garantir um resultado responsável e conclusivo”, reforçou a superintendente.

Enquanto as investigações seguem, o trabalho de retirada dos peixes mortos continua sendo realizado no Açude Velho desde o último domingo (11), como forma de minimizar impactos ambientais e sanitários na área.