Governo da Paraíba elabora cronograma para indenizar famílias afetadas por rompimento de reservatório em Campina Grande
O vice-governador da Paraíba, Lucas Ribeiro (PP), informou nesta segunda-feira (10) que a Comissão Especial criada para acompanhar as investigações e prestar assistência às vítimas do rompimento do reservatório da Cagepa, em Campina Grande, está finalizando o cronograma de indenizações às famílias atingidas. Ribeiro, que preside o grupo, garantiu que “ninguém ficará no prejuízo”.
Segundo ele, o levantamento individual de cada caso foi concluído pelo Corpo de Bombeiros e entregue ao governo estadual. Com base nesse relatório, será elaborado o planejamento para iniciar os pagamentos. “Estamos em uma força-tarefa para garantir que as indenizações sejam pagas o mais rápido possível. Vamos enviar boletins diários e concluir hoje o cronograma”, afirmou.
Lucas Ribeiro destacou que o governo mantém diversas frentes de apoio às vítimas. Um mutirão com atendimento psicológico, emissão de documentos e realização de exames segue funcionando no bairro da Prata, uma das áreas mais afetadas. “Essa é uma determinação direta do governador João Azevêdo: garantir que todas as vítimas sejam indenizadas e assistidas. Ninguém ficará desamparado”, reforçou.
Durante reunião da Comissão de Acompanhamento, o vice-governador informou que mais de 50 casas e estabelecimentos já foram vistoriados pelas equipes técnicas. A Cagepa está compilando os dados para definir o valor das indenizações e iniciar os pagamentos.
O rompimento do reservatório, ocorrido no último sábado (8), provocou a morte de uma idosa de 62 anos, identificada como Maria do Socorro Leal Teixeira de Araújo, e deixou duas pessoas feridas. A força da água também causou grandes prejuízos materiais em imóveis e veículos. Segundo a Defesa Civil, 50 residências foram atingidas e seis delas apresentam risco de desabamento.
O Ministério Público da Paraíba instaurou uma investigação para apurar as causas e responsabilidades pelo rompimento. A promotora de Justiça plantonista, Cláudia de Souza Cavalcanti Bezerra, abriu uma Notícia de Fato para reunir informações iniciais. A Cagepa e o Instituto de Polícia Científica (IPC) têm 48 horas para apresentar relatórios sobre eventuais perícias de engenharia na estrutura do reservatório. O Corpo de Bombeiros e a Polícia Civil também devem informar as medidas adotadas após o acidente.
Lucas Ribeiro explicou que cada caso será tratado de forma individualizada. Segundo ele, os moradores poderão escolher entre receber a indenização financeira ou ter o imóvel reconstruído. “Algumas famílias perderam tudo. Estamos dialogando com cada uma para definir se preferem o valor indenizatório ou a reconstrução da casa. Tudo está sendo documentado para que ninguém fique sem resposta”, afirmou.
Enquanto o cronograma de indenizações é finalizado, equipes da Defesa Civil e das forças de segurança continuam atuando na região para monitorar as estruturas e evitar novos incidentes.