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Jovem agredido por policial no São João de Campina Grande levará caso à Justiça

Jovem agredido por policial no São João de Campina Grande levará caso à Justiça

  • Publicado em8 junho 2026

O jovem Johnny Palmeira, de 18 anos, relatou ter sofrido agressões de um policial militar durante o São João de Campina Grande, realizado no Parque do Povo. O caso aconteceu na noite da sexta-feira (6) e resultou em lesões na boca, necessidade de oito pontos e um dente quebrado.

 

Imagens que circulam nas redes sociais mostram o momento em que um policial se aproxima do jovem e desfere socos em seu rosto. Após os golpes, Johnny cai no chão e é ajudado por pessoas que estavam próximas. Segundo testemunhas e o próprio jovem, ele não reagiu à ação.

 

De acordo com Johnny, havia uma confusão entre pessoas que ele não conhecia, mas ele tentou se afastar da situação. Quando a briga já havia sido encerrada, o policial se aproximou e iniciou as agressões.

 

“Tinha um povo que eu não conhecia e que parece ter começado uma confusão. Eu me afastei o máximo que pude. Quando tudo já tinha acabado, o policial veio, apontou para mim e disse: ‘é você’. Ele já chegou batendo. Não deu tempo de eu fazer nada”, afirmou.

 

Após o ocorrido, o jovem recebeu os primeiros atendimentos da equipe de bombeiros que atuava no evento e, em seguida, foi encaminhado ao Hospital Dom Luiz Gonzaga Fernandes.

 

Johnny afirmou que ainda enfrenta dificuldades devido aos ferimentos. Segundo ele, nos primeiros dias após a agressão, chegou a ter problemas para falar e continua com limitações para se alimentar.

 

A família informou que pretende processar o policial envolvido, integrante do Batalhão de Choque da Polícia Militar. A defesa do jovem destacou que o vídeo da agressão é uma das principais provas do caso e que a situação poderá gerar desdobramentos nas esferas administrativa, criminal e cível.

 

Em nota, a Polícia Militar informou que instaurou um procedimento para apurar as circunstâncias da ocorrência. O policial foi afastado das atividades operacionais enquanto as investigações estiverem em andamento.

 

Já a defesa do agente declarou que acompanha o caso, ressaltando que o policial possui 11 anos de atuação na corporação sem registros de punições disciplinares ou processos anteriores. Os advogados afirmaram ainda que não irão antecipar conclusões antes do encerramento das apurações.