Polícia Civil desarticula grupo que usava empresa de camarão como fachada para o tráfico
Uma grande operação da Polícia Civil foi deflagrada na manhã desta quinta-feira (15) nas cidades de João Pessoa e Campina Grande, com o objetivo de desarticular uma organização criminosa envolvida com o tráfico de drogas e outros crimes. Ao todo, estão sendo cumpridos 24 mandados de prisão.
Segundo as investigações, o grupo utilizava uma empresa de fachada especializada na venda de camarões para comercializar drogas, principalmente na modalidade delivery. A movimentação financeira da organização criminosa ultrapassou R$ 15 milhões, valor que agora é alvo de bloqueio judicial como forma de asfixia financeira do esquema.
Até o momento, 21 pessoas foram presas. As detenções ocorreram em João Pessoa (8), Campina Grande (10), Afogados (2) e Petrolina (1). A operação também cumpre mandados em outros estados, como Pernambuco, Paraná e Santa Catarina.
Além das prisões, os policiais apreenderam veículos, motocicletas, celulares, notebooks e diversos outros materiais que serão utilizados para aprofundar as investigações. Ao todo, também foram cumpridos 85 mandados de busca e apreensão.
Batizada de Operação Puçá, a ação faz referência a uma armadilha usada na pesca de camarão, em alusão ao fato de o grupo investigado se autodenominar “rei do camarão”. O nome simboliza a estratégia de cerco adotada pela Polícia Civil, baseada em investigação qualificada, inteligência policial e produção robusta de provas.
A operação foi coordenada pela Delegacia de Repressão ao Crime Organizado (DRACO) e contou com a participação de mais de cem policiais civis, além do apoio do Ministério Público da Paraíba, por meio do GAECO, e de diversas unidades especializadas da Polícia Civil da Paraíba. Também houve atuação conjunta das Polícias Civis de Pernambuco e do Paraná, reforçando o caráter interestadual da investigação.
Em nota, a Polícia Civil da Paraíba destacou que a operação reforça o compromisso da instituição no enfrentamento ao crime organizado e na proteção da sociedade, por meio de ações integradas e rigor investigativo.